O final do século dezoito viu a conclusão do Grande Canal em Dublin, juntando-se ao Rio Liffey e ao Rio Shannon. O Shannon é o principal rio da Irlanda, que atravessa onze condados. Isso significava que o Guinness Stout poderia ser disponibilizado fora de Dublin pela primeira vez. Cavalos foram usados para rebocar barcaças contendo barris de madeira de stout ao longo do rio, bem como trazer matérias-primas para a cervejaria.

A St James’s Gate, Cervejaria Guiness, mantinha sua própria equipe de cavalos, com cocheiras situadas no centro do complexo. Os cavalos da Guinness pertenciam a raças de grande porte destinadas à tração, e cada animal recebia um nome próprio. Entre eles estavam William, Roy, Cecil e Bruce. Ocasionalmente, os cavalos eram nomeados em pares; a cervejaria tinha seus próprios "Orgulho e Preconceito", "Trovão e Relâmpago" e "Rima e Razão".

Uma equipe de condutores de carroças de carga (carroceiros) foi contratada pela cervejaria para cuidar dos cavalos e operar os veículos. Eles ganhavam, no início do século XIX, 19 xelins (€ 1,41) por semana valor que subia para 21 xelins (€ 1,55) semanais após um ano de trabalho. Um conjunto especial de diretrizes foi elaborado para garantir que os cavalos recebessem cuidados da mais alta qualidade. Inspeções eram realizadas 12 vezes ao ano, e prêmios eram concedidos aos condutores cujos cavalos estivessem mais bem cuidados.

Os cavalos eram cuidados diariamente, com atenção especial às patas, orelhas e cascos. Eram alimentados e recebiam três refeições de alta qualidade por dia, além de um agrado à noite aos sábados. Os cavalos da Guinness participavam regularmente de desfiles e competições. Havia um registro para cada cavalo, documentando seu tempo de serviço e se haviam conquistado prêmios.

A Guinness vendeu sua frota de cavalos em 1932, optando, em vez disso, por alugar cavalos de terceiros, da empresa Richardson. O último cavalo foi utilizado pela cervejaria em 1960, encerrando a era dos cavalos na Guinness.
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