Onde hoje existe um edifício de apartamentos no número 66 da Rua Maxwell, quase em frente à Rua Ribeiro Guimarães, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, funcionou durante muitos anos, em um galpão construído em grande terreno, a Cervejaria Internacional que produzia cerveja preta, de alta fermentação acondicionada em garrafas Pesadas, de vidro escuro, bojudas e de gargalo comprido, conhecidas como barrigudas. Essas cervejas de alta fermentação produziam muita espuma quando as garrafas eram abertas, bastante apreciadas para degustação com tremoços, uma espécie de grão conservado em salmoura.
Posteriormente a Indústria de Bebidas Amazônia, estabelecida à Rua do Lavradio 113, absorveu a Cervejaria Internacional e passou a usar a fábrica da Rua Maxwell. Essa empresa, desde a década de 1930, foi absorvendo as antigas cervejarias de alta fermentação que vinham encontrando dificuldades em permanecer produzindo, chegou a absorver 12 delas, a Cervejaria Internacional foi a primeira, depois a cervejaria Oriente, etc.
Uma curiosidade é que a indústria Amazônia lançou na década de 1930 uma cerveja cujo rótulo ostentava o nome “Vasco da Gama”, no qual estava estampado o escudo do famoso clube, possivelmente em homenagem à inauguração, no dia 21 de abril de 1927, do estádio popularmente conhecido como São Januário.
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Na década de 1930 foi a vez da Cervejaria Camões, de Penedo & Perez, apresentar seu rótulo alusivo ao Vasco da gama.

A cerveja Vasco da Gama foi analisada pelo Laboratório Bromatológico sob o nº. 7030 em 25 de fevereiro de 1927. Não se sabe até quando esta cerveja foi produzida, mas a cervejaria até os anos 60 ainda funcionava e a cerveja era produzida.

No colecionismo de latas de cerveja, as latas alusivas ao Vasco da Gama são oito, duas americanas e seis brasileiras. No auge das importações da era Collor, em 1995, duas latas distintas de cerveja branca pilsen com o escudo e a marca “Vasco da Gama” foram produzidas nos Estados Unidos da América.
A primeira lata, conhecida pelos colecionadores como “Lata Branca do Vasco”, trazia o texto: Produto oficial Clube de Regatas Vasco da Gama licenciado por Braga & Associados S/C Ltda. Tel (011) 883-7000, tendo sido produzida e envasada pela American Specialty Brewing Company, de Milwaukee, distribuída no Brasil com exclusividade pela Golden Lion Comercial Ltda. R. Edson, 907 – São Paulo SP tel: (011) 530-8183 C.G.C. 67804500/0001-57.

Alguns meses depois aparece a outra lata conhecida como a “Lata Preta do Vasco” e até como “Lata Pirata do Vasco”, foi produzida e envasada pela Evansville Brewing Co. Inc. Evansville - Indiana para ser distribuída com exclusividade no Brasil pela LuArte Comercial Importadora Ltda. C.G.C. 69.018.778/0001-24 e mesmo trazendo impresso na lata o texto de produto licenciado, teve problemas com a licença e a lata não foi considerada oficial, tendo que parar de ser comercializada. E por ter sido abortada a sua comercialização e poucos os exemplares vendidos tornou-se um item raro nas prateleiras dos colecionadores.
Nos anos de 2000 e 2001 torna a aparecer uma cerveja com rótulo estampando as cores e o escudo do Vasco da Gama, desta vez lançada pela Cervejaria Kaiser, com a marca Kaiser Clube (Vasco), uma cerveja pilsen em latas de 350 ml e em garrafas de 600 ml. A cerveja fez parte de uma série de embalagens que ostentavam os escudos de alguns clubes do Brasil. Lançado inicialmente no Rio de janeiro em novembro de 1999, o projeto Kaiser Clube destinou parte da receita (4%) de latas e garrafas com distintivos dos clubes para os 4 principais times de futebol do rio de janeiro: Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Com o conceito "Beba kaiser Clube e ajude o seu time, você é mais que torcedor é patrocinador".

A lata do Vasco da Gama traz as cores da equipe cruzmaltina e seu tradicional escudo, ao longo do tempo em que foi produzida ela teve quatro versões diferentes:
1 - Com o texto “Cerveja Nota 10” no pescoço e com “Com Kaiser, o seu time vai ganhar sempre” que é o slogan da série, no rodapé da lata.
2 - Com o texto do pescoço “cerveja nota 10” substituído pelo número “10” somente e mantendo o mesmo texto de rodapé.
3 - Com o número “10” no pescoço, porém sem o texto de rodapé.
4 - Sem o número “10” e sem o texto de rodapé.
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Em outubro de 2010, a paixão pelo futebol e as camisas históricas dos clubes inspiraram a Brahma a lançar latas temáticas, os torcedores dos quatro clubes cariocas puderam colecionar latas com o manto sagrado de seus clubes de coração. Os vascaínos puderam levar para casa a embalagem com a Camisa 10, resgatando os grandes craques. Agora, em 2011, as latas temáticas da Brahma para os clubes cariocas voltam ao mercado, se na primeira edição as camisas históricas dos clubes inspiraram a marca, desta vez é a ‘voz das arquibancadas’. Frases e gritos de guerra das torcidas dos clubes cariocas estão impressas nas embalagens. E a lata estampada com as cores vascaínas traz o dístico “O Vasco é o time da virada”. O lançamento faz parte de uma série de ações que a Brahma vem criando para torcedores e clubes cariocas e é uma homenagem da marca ao futebol do Rio de Janeiro, as latas temáticas, fruto da parceria da Brahma com os clubes cariocas, integram as ações promocionais realizadas pela marca.
Desta época em diante ainda foram lançadas mais latas, tais como as de 2013 e as de maior volume, 473 ml, em 2019.
Em 2014, em Blumenau (SC) virou moda aos bons de copo produzir a própria cerveja. Os irmãos Moisés e Fernando Azevedo, torcedores do Vasco, entraram na onda. E resolveram unir as duas paixões. Assim nasceu a Templários Vascaínos Homebrewers, uma série de cervejas artesanais para consumo pessoal. Cada lote leva o nome de um jogador do clube, com uma pitada de humor.
A primeira edição foi, veja só, a “Valdiram, um abuso de cerveja”, em homenagem ao perna-de-pau esforçado que se tornou ídolo ao modo brincalhão dos cariocas. “A intenção não é que todos conheçam os jogadores que utilizaremos, mas apenas os mais vascaínos iguais a nós, que acompanham o Vasco no dia a dia”, registra Moisés, analista de negócios.
Não há uma lista de nomes previamente escolhidos. O segundo lote, por exemplo, foi batizado ao acaso. “Na fabricação, a temperatura ficou acima do esperado. Quem é o esquentadinho do Vasco? Carlos Alberto”, relembra Moisés. Pronto, surgiu a “Cazalbé, difícil de controlar”.
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Em 2023, a cervejaria Pontal, de Nova Friburgo (RJ), em parceria com a Cerveja D’aLaje (RJ), criou a cerveja artesanal oficial do Vasco da Gama. São três rótulos: Pilsen da Colina, Wit da Vitória e a IPA Casaca:

Belo trabalho de um grande colecionador
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